Demissão silenciosa e a "Grande Renúncia" são alguns dos assuntos mais comentados no mundo do trabalho desde que a pandemia de covid-19 reformulou as relações e dinâmicas trabalhistas.
Em meio a essa discussão, surge um outro questionamento: o trabalho se tornou mais disfuncional?Especialistas ouvidos pelo CNBC Make It tem algumas perspectivas sobre esse fenômeno.
Uma delas é Sharon Block, professora e diretora-executiva do Programa Trabalho e Vida Profissional da Harvard Law School. “Não tenho certeza de que o trabalho seja mais disfuncional agora para muitos trabalhadores do que no passado”, diz ela.
Para Block, o que mudou, na verdade, é que as dificuldades do mercado de trabalho no último ano fizeram com o que os trabalhadores vocalizem, e até mesmo afastem, as formas incompatíveis de trabalhar. Inclusive, repensando como preencher o tempo de trabalho.
“As experiências da pandemia trouxeram à tona essas conversas sobre disfunção. Mais trabalhadores estão se manifestando e falando sobre a qualidade de seus empregos de uma maneira que nunca antes”, afirma Block.
Anthony Klotz, psicólogo organizacional e professor de administração da UCL que cunhou o termo “Grande Demissão”, em 2021, também concorda que a disfuncionalidade não é uma questão recente. “De muitas maneiras, o trabalho foi disfuncional em 2019”, argumenta Klotz.
O ano de 2019, que precedeu à pandemia, já evocava discussões sobre adoecimento no trabalho.
Foi neste ano, por exemplo, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o burnout como um problema de saúde relacionado ao trabalho.
Assim, Klotz se alinha à Block ao entender que o debate que se constrói agora sobre disfuncionalidade é uma reação vocal dos funcionários, encorajados também pelo fervor das mídias sociais, com o objetivo de retornar aos modelos tradicionais de trabalho.
“Em muitos casos, estamos dizendo: vimos um caminho melhor, ou temos essa oportunidade, agora, de tornar o mundo do trabalho melhor.
E há uma frustração com as pessoas no poder que não estão aproveitando essa oportunidade”, diz Klotz.
Jon Clifton, CEO da consultoria Gallup, avalia que a razão de problemas como a onda de demissões nos Estados Unidos e a demissão silenciosa podem estar nos ambientes de trabalho.
Ele cita que, enquanto 20% dos funcionários em todo o mundo estão prosperando no trabalho, segundo dados da Gallup, outros 19% dos trabalhadores estão “completamente miseráveis”.
“Não é que eles estejam apenas emocionalmente distantes.
Eles estão zangados com o que está acontecendo em seu local de trabalho”, diz Clifton.
O executivo diz que muitos dos executivos com quem ele fala acham que a maior coisa que leva as pessoas a desistir são as longas jornadas de trabalho.
Contudo, Clifton observa que as pesquisas da Gallup apontam que as pessoas estão desistindo de trabalhar por causa do tratamento injusto nos ambientes laborais.
Portanto, uma solução para evitar que as pessoas fujam do trabalho, segundo o executivo, é criar melhores ambientes de trabalho, que atendam às necessidades básicas dos trabalhadores.
Por exemplo, mostrar expectativas claras sobre as funções, oferecer materiais adequados para que as pessoas tenham seu melhor desempenho, dar oportunidades de aprendizado e crescimento, além da presença de gerentes que guiam esses processos.
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